Um maçom no Vaticano: historiador (e maçom) é nomeado para Pontifício Comitê de Ciências Históricas.

Vaticano – De acordo com a agência de notícias ZENIT, o Papa Leão XIV nomeou o historiador italiano Umberto Longo, professor da Universidade La Sapienza de Roma, como membro do Pontifício Comitê de Ciências Históricas. O anúncio oficial, feito em 13 de agosto, gerou imediata controvérsia após a revelação de que Longo é um maçom de alto grau do Rito Escocês Antigo e Aceito, com documentação pública que comprova sua filiação ativa e cargos internos na instituição.
Documentos oficiais da maçonaria italiana, incluindo a revista Logos e publicações do Grande Oriente d'Italia, identificam Longo como "Fr. (Fratello) Umberto Longo" ocupando o cargo de "Orador" na Loja de Perfeição "Giano" e alcançando o nono grau do Rito Escocês. As evidências, que datam de 2013 a 2022, mostram sua participação em rituais e conferências maçônicas, com textos em que o historiador se refere explicitamente a si mesmo como membro da comunidade maçônica, demonstrando uma vinculação contínua e inegável com a organização.
A nomeação sempre levanta polêmica quanto à posição da Igreja Católica sobre a Maçonaria. Embora Longo não seja necessariamente católico, sua incorporação a um organismo pontifício, especialmente na área de ciências históricas, onde a historiografia maçônica possui muitos documentos, estudos e contributo, coloca em debate os critérios de seleção do Vaticano e a aplicação de seus próprios princípios, deixando no ar a pergunta sobre mais um maçom a trabalhar e contribuir para temas como esse.

