Tensão em Cuba: governo tenta controlar a Maçonaria em meio à crise.

30/08/2026

HAVANA, De acordo com o periódico L'Opinione delle Libertà, o regime cubano está intensificando sua tentativa de controlar a Maçonaria local, em meio a um cenário de grave crise socioeconômica. O Ministério da Justiça estaria pressionando para colocar Lázaro Faustino Cuesta Valdés, um ex-membro expulso da ordem, à frente do Supremo Conselho do 33º Grau, substituindo José Ramón Viñas Alonso. O governo acusa a atual liderança maçônica de corrupção e desvio de fundos destinados a ações filantrópicas, como o Asilo Nacional Maçônico, enquanto a ordem rebate as acusações como politicamente motivadas.

O conflito expõe a tentativa de Havana de sufocar uma das poucas organizações independentes remanescentes na ilha, com mais de 300 lojas e 30 mil membros. A Maçonaria cubana, que sobreviveu até à Revolução Castrista, alega que a nomeação de Cuesta viola seu estatuto e autonomia, enquanto o governo vê a ordem como um possível canal de influência política externa, especialmente após encontros de Viñas com diplomatas dos EUA.

Na sexta-feira, Viñas Alonso afirmou ter sido interrogado por crimes contra a segurança do Estado e está agora sob restrições, incluindo proibição de deixar o país e controle policial sobre seus movimentos. O governo cubano, fragilizado e sob pressão internacional, parece ver na Maçonaria uma ameaça ao seu frágil controle social. Enquanto o cerco se aperta, a ilha mostra mais uma vez as marcas de um regime que tolera cada vez menos vozes independentes.

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