OVNIs, fenômenos anômalos e a Maçonaria.

04/06/2026

WASHINGTON E CAMPO LARGO – Em maio de 2026, o governo dos Estados Unidos iniciou a maior desclassificação de arquivos sobre Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs) da história, liberando relatos de pilotos, imagens de sensores infravermelho e transcrições de astronautas. Dias depois, no Paraná, o influenciador Mayk Leão viralizou ao filmar luzes misteriosas em sua chácara em Campo Largo. "Não era avião nem drone", disse ele. A Força Aérea Brasileira não detectou nada nos radares, e o caso segue sem explicação.

Diante da abertura gradual de arquivos e dos avistamentos recorrentes, como diferentes instituições encaram o fenômeno? A Maçonaria, frequentemente alvo das mais diversas teorias conspiratórias, já manifestou sua posição de forma serena e racional. Em 2021, o maçom Darin A. Lahners publicou um artigo intitulado "UAP's, Extraterrestrials and Freemasonry – A Thought Experiment", propondo uma reflexão sem dogmas. Em síntese, ele questiona: "Se o Grande Arquiteto permitiu que a vida florescesse em nosso planeta, não seria razoável supor que Ele permitiria o mesmo em todo o cosmos?". Na mesma linha, Jon Majerowski, maçom e apresentador do podcast "UFOs – On The Level", afirma pesquisar o tema há 35 anos e vê na ordem o compromisso com a transparência, sem qualquer conspiração ou superstição.

Para esses e muitos outros maçons sérios, a postura correta não é pânico nem negação, mas o exame rigoroso das evidências. O fenômeno, seja ele natural, tecnológico ou psicológico, merece ser investigado com seriedade. Ignorar sistematicamente os relatos e documentos não é uma atitude racional. E a Maçonaria, que desde suas origens valoriza a busca pela verdade, certamente prefere examinar a fundo do que descartar sem análise ou discussão.

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