Como lidar com o lixo virtual maçônico diário?

Temos recebido muitos pedidos e comentários sobre o tema. Basta amanhecer e abrir um grupo ou página maçônica para ser inundado por dezenas de "bom dia" com esquadro e compasso, fotos de café da manhã acompanhadas de "energia maçônica", áudios, músicas religiosas repetindo obviedades e entrevistas sem conteúdo. Multiplicam-se páginas com textos copiados sem fonte ou novidade, somando-se salmos, dizeres e imagens bíblicas, correntes de boa tarde e poesias sem reflexão. Tudo sob o rótulo da Maçonaria.
É preciso bom senso, prudência e respeito. Há trabalhos sérios e conteúdos valiosos, mas o excesso de publicações irrelevantes desfavorece a imagem maçônica. Essa enxurrada desanima qualquer estudo, reflexão ritualística ou análise histórica. Pior ainda: quase ninguém lê, e o tempo acaba gasto em "rolar" por apoio e camaradagem, ampliando a poluição visual nas telas.
Nossa recomendação é adotar uma "coleta seletiva". Administradores podem criar um espaço, por exemplo, "Varanda do Afeto e do Cotidiano", reservado a cumprimentos, cafés e salmos. Fora desse tópico, cada postagem deveria responder a três perguntas: 1) Tem relevância maçônica? 2) Gera reflexão ou ação real? 3) Respeita o tempo alheio? Se não puder responder "sim" às três, posta-se na Varanda. Assim educamos o uso do espaço digital.
De um modo geral, a atitude mais eficaz é não alimentar o entulho com atenção. Não interaja com correntes vazias nem compartilhe vaidades. Valorize, com comentários e perguntas, as iniciativas sérias: o estudo de um ritual, a análise de um autor, a dúvida genuína sobre um símbolo. A enxurrada não se combate com muralhas, mas com canais, desviando o fluxo raso para seu lugar próprio e concentrando a energia no profundo. Assim, o grupo deixa de ser depósito de entulho e torna-se uma oficina útil e inspiradora.

