Misterioso tesouro maçônico é encontrado na Alemanha.

ASCHAFFENBURG (BAVIERA) – De acordo com a conhecida e tradicional Revista alemã Bild desta semana, em uma cena digna de um filme de aventura dos anos 80, um pote de vidro enterrado há mais de 25 anos foi desenterrado por crianças de 7 a 10 anos em um bosque na pequena Johannesberg. Dentro dele, um verdadeiro tesouro: 60 anéis e joias de ouro puro de 14 quilates, avaliados entre 10 mil e 20 mil euros. Mas o que parecia um golpe de sorte destruído rapidamente se transformou em um quebra-cabeça digno de O Código Da Vinci, pois várias peças exibiram símbolos inconfundíveis da Maçonaria, como o esquadrão e o compasso. Agora, um policial criminoso local, liderado pelo detetive Manuel Rosenberger, recrutou os "irmãos" das Lojas para desvendar o mistério, numa caçada que já mobilizou membros em toda a região.
O mistério se aprofunda com a única pista concreta: uma sacola de um açougue extinto da Konstablerwache, em Frankfurt, que protegeu o tesouro da umidade por décadas. A conexão levou o pesquisador a bater na porta das Lojas Maçônicas vizinhas. Jens Östreich, ex-mestre da loja "Post Nubilia Phoebus" em Mainaschaff, a apenas 10 milhas do local do achado, já convocou seus 42 "irmãos" para vasculhar a memória coletiva. “Escreveremos a todos para ver se alguém confirmar as joias”, garantiu o maçom. Paralelamente, Rolf Keil, venerável da loja "Lessing" em Frankfurt, especulou que a embalagem parece ser dos anos 1980 e levantou a hipótese de que o dono poderia ser um viajante que fazia o trajeto entre as duas cidades.
A pergunta que atormenta os investigadores e os maçons é: por que alguém enterraria um tesouro tão precioso e simbólico no meio de um bosque frequentado por crianças? Segundo Keil, embora muitos usem anéis maçônicos com orgulho, a perseguição histórica da Igreja e o preconceito ainda fazem com que a maioria prefere a discrição. “É raro ver alguém exibir a filiação tão abertamente”, afirmou. Será que o dono era um maçom orgulhoso de ter perdido seu precioso kit, ou alguém que queria se livrar das provas de sua ligação com a seita? Enquanto as crianças sonham com novas descobertas, a polícia já avisou: após a investigação, as peças serão devolvidas ao legítimo proprietário. Até lá, o "tesouro dos irmãos" permanece sob custódia do Estado, alimentando a lenda do misterioso "Senhor dos Anéis" da Floresta Bávara.

