Justiça Popular sai em defesa da Maçonaria e amarra ladrão em uma árvore em Roraima

Na madrugada de terça-feira, 4 de fevereiro de 2026, um jovem de 21 anos chocou a Vila Recrear, em Alto Alegre (RR), ao furtar cabos de cobre e fiações de ar-condicionado de um templo da Maçonaria, um alvo simbólico que inflamou a revolta dos vizinhos. Identificado após tentar vender o material roubado porta a porta, o suspeito foi cercado por populares enfurecidos, que o agrediram e o amarraram a um pé de caimbé até a chegada da Polícia Militar de Roraima (PMRR). O caso expõe a tensão entre patrimônio sagrado e criminalidade no Norte do estado, onde a população toma a lei nas próprias mãos.
Tudo começou quando o furtante, confiante, ofereceu os cabos a um senhor local, que, já sabendo do roubo no templo maçônico, alertou a vizinhança via redes de comunicação rápida. Um grupo invadiu a residência do suspeito, flagrou o butim e o conteve com violência: agressões físicas deixaram o jovem ferido, exigindo atendimento no Hospital de Alto Alegre antes da cela. A PMRR removeu as amarras, apreendeu o material e o entregou à Delegacia de Polícia Civil, onde medidas cabíveis serão tomadas, mas o linchamento informal já havia selado seu destino público.
O furto no templo da Maçonaria não é só crime material: atinge um espaço de tradição e mistério, reacendendo debates sobre proteção a patrimônios culturais no interior roraimense. Enquanto o suspeito enfrenta processo, a comunidade de Alto Alegre clama por policiamento ostensivo, e a Maçonaria local pode rever suas defesas. Em Boa Vista e região, casos assim crescem.

