A Maçonaria pela Paz: apelo ao diálogo e respeito pelo direito internacional.

Face à intensificação dos conflitos armados em várias partes do mundo, a Maçonaria Regular de Portugal, em parceria com a Grande Loja Feminina de Portugal (GLFP) e o Grande Oriente Lusitano (GOL), emitiu um apelo urgente à contenção e ao diálogo diplomático, defendendo a observância rigorosa do Direito Internacional Humanitário. A guerra entre a Rússia e a Ucrânia, que completa quatro anos em fevereiro, é apenas um dos mais de cem conflitos em curso globalmente, resultando em um número alarmante de vítimas e deslocados. "A violência no mundo atingiu níveis recordes desde o fim da Guerra Fria", como aponta o relatório do Instituto de Pesquisa da Paz de Oslo, e a situação global exige ações concretas para evitar mais escaladas.
A Maçonaria portuguesa tomou a dianteira com um movimento inédito para sensibilizar líderes políticos, organizações internacionais e a sociedade civil sobre a necessidade urgente de restabelecer a paz. Em junho, foi divulgado um comunicado que enfatizava o respeito pelos princípios da Carta das Nações Unidas e os direitos fundamentais consagrados pelo Direito Internacional. Além disso, os líderes maçônicos organizaram uma série de debates com especialistas, buscando abrir novos caminhos para a negociação e reconciliação, distantes da lógica de guerra e destruição. "É tempo de parar a escalada e reabrir o diálogo", afirmam, destacando que a reconciliação é o único caminho para uma paz duradoura.
Inspirados pelas palavras de Winston Churchill, que em 1946 proclamou a necessidade de proteger os lares das pessoas comuns dos horrores da guerra, os representantes da Maçonaria reforçam a sua missão de promover a paz através do entendimento mútuo. "A nossa tarefa e dever supremos são os de proteger os lares das pessoas comuns dos horrores e sofrimentos de outra guerra", disse Churchill, e é com este compromisso que a Maçonaria continuará a trabalhar. As iniciativas em curso são apenas o começo de uma luta contínua para garantir um futuro sem mais devastação, confiantes de que a paz só será alcançada quando prevalecer o entendimento entre as nações.

