A Maçonaria e o Caso Epstein: mais uma fonte para conspirações.

15/02/2026

O caso Jeffrey Epstein revelou uma das mais chocantes redes de abuso sexual e tráfico humano envolvendo elites globais, com ilhas privadas, jatos luxuosos e conexões a figuras como Bill Clinton, Príncipe Andrew e outros poderosos. Condenado em 2008 por prostituição de menores, Epstein morreu em 2019 na prisão , oficialmente suicídio, embora dúvidas persistam. Escândalos dessa escala naturalmente viram alvos para narrativas conspiratórias que, por tradição, incluem a Maçonaria como suposta força oculta, explorando seu caráter discreto para "explicar" tramas de poder complexas.

Tais especulações proliferam em redes sociais, onde mal-intencionados misturam Maçonaria com antissemitismo, confundindo ações isoladas de Epstein, que era judeu, com tradições institucionais. Esse entrelaçamento evoca libelos históricos como os Protocolos dos Sábios de Sião, transformando indivíduos em símbolos de maldade coletiva e alimentando preconceitos contra sociedades iniciáticas ou grupos étnicos.

O fenômeno da maçonofobia e antissemitismo, antigo como a busca por bodes expiatórios, encontra no caso Epstein, como em tantos outros, um prato cheio perfeito. Conspiradores e antissemitas unem forças contra tudo que desafia o automático, desde irmandades que promovem ética fraterna até tradições que elevam a consciência individual. Esses ataques revelam mais sobre o medo do desconhecido do que sobre realidades investigáveis, perpetuando divisões em vez de iluminar verdades.