(1832) 🇧🇷 Fundação do Supremo Conselho do REAA no Brasil
O processo de institucionalização do Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceito no Brasil começa em 12 de março de 1829, quando o Irmão Francisco Ge Acayaba de Montezuma, futuramente Visconde de Jequitinhonha, recebe uma carta de autorização do Supremo Conselho dos Países Baixos (atualmente Bélgica) para a instalação de um Supremo Conselho no Brasil. Na época, Montezuma estava em exílio e essa autorização foi fundamental para o desenvolvimento da Maçonaria de Rito Escocês no país.

Em 12 de novembro de 1832, Montezuma retorna ao Brasil e, utilizando a autorização do Supremo Conselho da Bélgica, instala oficialmente o Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceito no Brasil. Nos anos seguintes, as relações entre o Supremo Conselho e o Grande Oriente do Brasil passaram por várias cisões e aproximações, com um movimento contínuo de integração e desintegração. Uma das peculiaridades dessa fase foi a fusão entre as duas instituições, de modo que o Grão-Mestre eleito do Grande Oriente do Brasil passava a ser, também, o Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Rito Escocês, mesmo que não fosse membro do Rito Escocês. Essa prática gerou controvérsias e divisões internas.
Em 1925, o Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, Irmão Mário Behring, reconhecendo a irregularidade dessa situação, decide separar as duas jurisdições, seguindo o modelo mundialmente adotado: os Graus Simbólicos ficariam com o Grande Oriente do Brasil, enquanto os Graus Superiores seriam tratados pelo Supremo Conselho. Mário Behring, ao optar por não se candidatar ao cargo de Grão-Mestre, permanece como Soberano Grande Comendador. A separação, inicialmente amigável, acabou gerando tensões quando o novo Grão-Mestre eleito, Irmão Octavio Kelly, tentaria assumir também o cargo de Soberano Grande Comendador, o que não foi aceito pelos membros do Supremo Conselho, resultando em uma cisão entre as duas entidades.

